Angelina Friedman teve uma vida atribulada, nasceu em 1918, em plena gripe espanhola, num barco que transportava imigrantes de Itália até Nova Iorque. A sua mãe morreu a dar à luz e foram as irmãs que a levaram até solo americano, de boa saúde, ao encontro do pai. Nasceu numa família grande, com 11 irmãos, mas Angelina é a única viva.

A filha, Joane Merola, diz ter a certeza de que a mãe tem “um ADN sobre-humano”. Joane contou à CNN que os pais tiveram cancro ao mesmo tempo, mas só a mãe resistiu. E acrescenta que a “a mãe é uma sobrevivente”: para além do cancro e da pandemia de 1918, Angelina ainda passou por vários abortos espontâneos, por sépsis, hemorragias internas e agora teve Covid-19.  

Com 101 anos, Friedman reside há dois anos num lar em Westchester, no estado de Nova Iorque.

Em março foi levada ao hospital para uma pequena cirurgia, mas uma semana depois acusou positivo para a Covid-19.

Durante semanas, esteve isolada no seu quarto, a lutar contra febres altas. No final de abril, recebeu a notícia de que tinha vencido a batalha após acusar negativo. 


No lar onde reside, as funcionárias gabam-lhe a energia. Amy Elba a administradora da residência garante que Angelina é uma pessoa muito ativa e que voltou à sua rotina normal como se nada tivesse acontecido.

Já fala e já anda à procura de fios para fazer tricô”.


No ano passado, o centro organizou um baile para celebrar os 101 anos de Angelina, que foi coroada a "rainha da festa". Este ano, a energia desta idosa continua no auge e o lar já planeia organizar outra festa, onde poderá ser coroada pelo segundo ano consecutivo.

Marta Sofia Carvalho