Luaty Beirão

“Não vou desistir de lutar, nem abandonar os meus companheiros e todas as pessoas que manifestaram tanto amor e que me encheram o coração."




movimentos de solidariedade

"Ele quando falou comigo, na segunda-feira, já encarava essa possibilidade, de terminar a greve de fome. Era mais do que provável, de certo modo rendia-se aos apelos dos colegas e nomeadamente o último, que foi feito pela esposa, por causa da filha", disse o advogado à Lusa.


em prisão preventiva desde junho











criticou a aprovação, a 13 de outubro




 



Ativistas reagem ao fim da greve de fome


“O Luaty, rebelde como sempre, terminou os 36 dias que significam também os 36 anos de poder do Presidente da República. É simbólico e é também uma declaração, uma prova de resistência do Luaty. Foi um dia de greve por cada ano no poder do Presidente José Eduardo dos Santos”, disse à Lusa o autor do livro “Diamantes de Sangue”.






"O objetivo a que se propunha não foi conseguido, que era o de esperar em liberdade pelo julgamento. Mas, na realidade, aquilo que mais importava, que era chamar a atenção para os presos políticos, foi conseguido completamente. Gerou-se um movimento de solidariedade dentro e fora do país, que gerou uma dimensão que ninguém estava à espera. Aí ele triunfou completamente", frisou o escritor angolano.






Angola acha que "pode pressionar" as autoridades portuguesas








"Estou contente. Ele foi sensível aos pedidos da família e às petições de muitas pessoas solidárias", disse Pilar del Rio, contactada pela agência Lusa.


uma carta ao Presidente de Angola


A eurodeputada Ana Gomes saudou hoje a decisão do ativista de por fim à greve de fome, que considerou um “grande alívio”, elogiando a sua determinação e dos restantes presos em “mostrar a face do regime” angolano.

“A luta continua, a vitória é certa, é o grito da guerra de independência de Angola, que eu agora ecoo, 40 anos depois, saudando esta decisão do Luaty Beirão de por fim à greve de fome, para grande alívio nosso”, declarou a deputada, à margem da sessão plenária do Parlamento Europeu, que decorre em Estrasburgo, França.

Também a eurodeputada do BE saudou a “força” e a “generosidade” do ativista. Marisa Matias aproveitou para “agradecer a resistência feita de forma altruísta e envolvendo o risco da sua própria vida”.