Taylor tem quatro anos, mas foi treinada para localizar coalas feridos desde que tinha meses. A cadela, de raça Springer Spaniel, tem sido um apoio para as equipas que resgatam animais em perigo durante os devastadores incêndios na Austrália, que já fizeram quase 30 vítimas mortais e mataram um número estimado de mil milhões de animais.

À ordem de "Coala! Busca", Taylor segue sem medo pela floresta a arder, capaz de detetar coalas pelo cheiro do pelo ou mesmo das fezes. De cada vez que encontra um coala, recebe um biscoito ou uma bola de ténis.

Em condições ideais, com ar parado, o cheiro do animal desce da árvore e a Taylor consegue cheirá-lo. Ela senta-se debaixo da árvore e aponta para cima, monstrando-nos onde está", explicou à agência Reuters o treinador Ryan Tate, que gere o Tate Animal Training Enterprises, especializado em serviços de buscas com animais. 

Com vento forte ou condições difíceis, a Taylor também está treinada para encontrar fezes, e assim podemos dizer aos especialistas onde estão as mais recentes e eles procuram entre a folhagem. Normalmente, encontram o animal", diz Tate. Taylor já conseguiu localizar mais de uma dezena de animais, segundo informação no Facebook do treinador.

A pelagem densa e a tendência para se esconderem nas árvores mais altas quando se sentem ameaçados têm sido desvantagens grandes para os coalas, perante as chamas que avançam rapidamente. 

 

Vários coalas encontrados por Taylor têm recebido tratamento no hospital para coalas de Port Macquarie, que devido aos incêndios está a trabalhar no limite da ocupação.  

As autoridades admitem que os danos totais nos habitats dos coalas só serão conhecido quando os fogos forem extintos, o que poderá levar ainda vários meses. 

Só no Estado de Nova Gales do Sul, estima-se que 30% dos eucaliptais, onde os coalas se abrigam e alimentam, possa ter-se perdido.