As autoridades não sabem, ainda, como o terrorista de Berlim terá fugido da capital alemã, mas sabem como chegou a Lyon e, depois, a Milão, de acordo com a imprensa francesa e italiana.

Anis Amri terá, segundo o canal francês TF1, viajado 15 horas de autocarro (FLiXBUS) entre Amsterdão e a cidade francesa sem que fosse descoberto, entre 21 e 22 de dezembro, ou seja, dois dias depois do ataque ao mercado de Natal, em que morreram 12 pessoas. Chegado a Lyon, foi fotografado a entrar na gare de comboios, o mesmo meio de transporte através do qual chegou a Itália, primeiro a Turim e só depois Milão.

Nesta quarta-feira, a polícia holandesa anunciou uma investigação à alegada fuga de Anis Amri via Holanda. De acordo com o porta-voz da Procuradoria-Geral, Wim de Bruin, foram encontrados “sinais” de que o tunisino esteve no país.

O responsável não indicou, porém, se entre esses sinais está o cartão de telemóvel encontrado na mochila do jihadista do Estado Islâmico.

O jornal italiano La Repubblica escreve que o cartão SIM em causa pertence a um lote distribuído entre 20 e 22 de dezembro nas cidades holandesas de Zwolle, Breda e Nijmegen, por lojas em centros comerciais.

Em França, as câmaras de videovigilância mostram Anis Amri na plataforma da estação Lyon Part-Dieu na tarde de 22 de dezembro, de boné e mochila.

A investigação assume que o tunisino terá comprado bilhete para Chambéry, que fica entre Lyon e a fronteira com Itália.

A polícia italiana divulgou, entretanto, uma imagem de Anis Amri na gare de comboios de Turim, cerca das 22 horas de quinta-feira, de onde terá partido para Milão.

Chegado a Milão ao início da madrugada de sexta-feira, foi, uma vez mais, captado pelas câmaras de videovigilância, de boné e mochila.

Foi baleado mortalmente pela polícia italiana perto da estação milanesa, durante uma patrulha normal, depois de recusar mostrar a identificação e de disparar sobre os agentes.