O secretário-geral da ONU pediu, na segunda-feira, a todas as partes envolvidas no conflito entre Israel e Palestina “máxima moderação”, na escalada de violência que se tem sentido em Gaza nos últimos dias.

António Guterres pediu moderação e informou, através de um porta-voz da ONU, que o coordenador especial da organização, Nickolay Mladenov, está a trabalhar “estreitamente com o Egito e com todas as partes envolvidas para restaurar a calma".

O movimento radical palestiniano Hamas, que controla a Faixa de Gaza, reivindicou na segunda-feira os disparos de “dezenas de rockets” contra Israel, declarando que este ataque é a resposta à morte de sete dos seus combatentes no domingo num confronto com o exército israelita.

Além dos sete palestinianos, um oficial do exército israelita morreu durante o que terá sido uma operação das forças especiais de Israel no enclave.

Na Faixa de Gaza morreram na segunda-feira pelo menos três palestinianos, segundo o Ministério da Saúde no território, nos bombardeamentos israelitas de represália após os disparos de rockets a partir do enclave. Há ainda o relato de diversos feridos.

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, convocou uma reunião de emergência dos responsáveis pela segurança para discutir a escalada de violência em Gaza.

A tensão entre Israel e o Hamas subiu nos últimos meses devido aos protestos organizados desde o final de março no enclave no âmbito da ‘marcha do retorno’, contra o bloqueio israelita e para exigir o regresso dos refugiados palestinianos que fugiram ou foram expulsos aquando da criação do Estado hebreu em 1948.

Pelo menos 230 palestinianos foram mortos a tiro pelos soldados israelitas desde essa data.

Nas últimas semanas a tensão parecia ter diminuído, enquanto o Egito e a ONU mediavam um acordo de cessar-fogo entre Israel e as milícias palestinianas.