A Colômbia registou pelo menos 42 massacres desde o início de 2020, o número mais elevado desde a assinatura de acordos de paz em 2016 com o ex-grupo guerrilho FARC, de acordo com a Organização das Nações Unidas.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, declarou que, sendo as Nações Unidas responsável por verificar a aplicação do acordo entre as partes colombianas, está preocupado com esse aumento "de massacres em várias regiões nos últimos meses".

A ONU englobou nestes dados os assassínios de três ou mais pessoas ao mesmo tempo, e especificou ainda que 13 outros incidentes estão a ser verificados.

Segundo a organização, foram registados 36 massacres em 2019, 29 em 2018 e 11 em 2017.

Esses crimes ocorrem principalmente em áreas de pobreza onde o Estado tem pouca presença e onde reinam a economia ilegal e as disputas entre grupos armados ilegais e organizações criminosas”, de acordo com o relatório publicado na quinta-feira pela ONU.

A Colômbia vive um surto de violência devido, segundo o Governo colombiano, a grupos armados que se financiam por meio do narcotráfico.

A ONU também destacou a “violência implacável contra ex-combatentes” das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), com 50 deles mortos desde o início do ano.

No total, desde a assinatura do acordo, 224 ex-guerrilheiros foram assassinados e 20 desapareceram.

A ONU também observou um aumento na violência contra ativistas de direitos humanos e líderes da sociedade civil, com 48 mortes este ano, incluindo nove pessoas de minorias étnicas e cinco mulheres.

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