O secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, “condenou firmemente”, na quinta-feira, os “contínuos ataques aéreos contra civis” no noroeste da Síria, nomeadamente contra “instalações médicas”.

“Várias instalações médicas foram bombardeadas na quarta-feira, incluindo um hospital em Maarate Anumane, um dos maiores da região e cujas coordenadas já haviam sido comunicadas aos beligerantes”, declarou Guterres, em comunicado.

Mais de 100 pessoas, incluindo oito civis, morreram desde quarta-feira à noite em confrontos entre forças do governo sírio e combatentes da oposição, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

“Os civis e a infraestrutura civil, incluindo instalações médicas, devem ser protegidos”, disse o líder da ONU, assegurando que todos aqueles que “cometam graves violações do direito internacional humanitário serão responsabilizados”.

Desde finais de abril, o regime sírio, apoiado pela Rússia (aliado tradicional de Damasco), intensificou os bombardeamentos na província de Idlib (noroeste) e em outras áreas circundantes, ainda controladas por forças insurgentes e ‘jihadistas’.

Os raides conduzidos pelas forças do Presidente sírio, Bashar al-Assad, mataram mais de 550 civis e forçaram a fuga de mais de 330 mil pessoas, segundo os dados mais recentes do OSDH e das Nações Unidas.