O seu filho tem estado a ver o que fazemos online”, é assim que começa um dos mais recentes anúncios de serviço público do governo neo-zelandês que coloca dois atores pornográficos em frente à porta de uma mãe e de um filho pré-adolescente.

Com o intuito de promover a utilização segura da internet, Sue e Derek, os dois atores, dizem à mulher que o seu filho tem usado o “o portátil, o iPad, a Playstation, o seu telefone, a televisão inteligente” para ver vídeos pornográficos. Os atores sublinham ainda que, enquanto gravam, não falam sobre consentimento e “vão diretos ao assunto”.

Enquanto Derek afirma que nunca abriria mão do consentimento na vida real, Sue explica à mãe que a sua performance é dirigida a um público adulto. “O seu filho é apenas uma criança. Pode não saber como os relacionamentos funcionam”.

No final do anúncio, o filho desce do quarto e encontra os dois atores à porta. Espantado, deixa cair a taça de cereais que carregava, enquanto a mãe diz-lhe que é tempo de terem uma conversa séria sobre relacionamentos reais.

O anúncio faz parte da série de publicidade governamental “Keep It Real Online” e vem na sequência de um estudo de dezembro de 2019 que revela que a internet é a primeira e a mais frequente ferramenta na aprendizagem sexual dos jovens neozelandeses. O estudo afirma ainda que os vídeos pornográficos mais populares retratam encontros não consensuais.

A série de publicidade estatal inclui ainda vídeos sobre cyberbullying, pedófilia e a facilidade de acesso a conteúdo violento.

  

Não precisam de ter todas as respostas, mas apoiar a criança e guiá-la pelas águas agitadas do mundo online faz toda a diferença”, afirma Hilary Ngen Kee, porta-voz da agência responsável pelos anúncios.

Hilary Ngen Kee explica ainda que os pais devem inspirar um ambiente de calma e segurança quando falam com os mais novos sobre assuntos sérios.