Um grupo de cientistas britânicos analisou imagens de satélite dos pólos, montanhas e glaciares e chegou à conclusão que um total de 28 biliões de toneladas de gelo desapareceram da superfície da terra, desde 1994.

A perda de gelo é descrita pelo grupo de investigadores das universidades de Leeds e Edimburgo como “impressionante” e alertam que o desaparecimento da camada de gelo está a pôr em causa a capacidade do planeta de refletir a radiação solar de volta para o espaço.

América do Sul, Ásia, Canadá, o Ártico e a Antártica foram algumas das regiões analisadas pelo grupo de cientistas.

Para colocar isto em contexto, cada centímetro de elevação do nível do mar significa que cerca de um milhão de pessoas serão deslocadas das suas terras”, afirmou Andy Shepherd, ao jornal britânico The Guardian.

Com o desaparecimento da camada de gelo, o mar e o solo estava por debaixo dela estão a absorver mais calor, aumentando ainda mais o aquecimento do planeta.

Os investigadores sublinham ainda que o nível de perda de gelo coincide com a previsão do pior cenário possível delineado pelo Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas.

Para contextualizar as perdas que já sofremos, 28 biliões de toneladas cobririam toda a superfície do Reino Unido numa camada de gelo com 100 metros de espessura”, afirmou Tom Slater, da universidade de Leeds. “É alucinante.”

Quando à causa, o grupo de investigadores é unânime: o aquecimento global é o grande culpado.

“Não pode haver dúvida de que a grande maioria da perda de gelo da Terra é uma consequência direta do aquecimento do clima.”