Fahad al-Butairi, de 33 anos, e a mulher, Loujain al-Hathloul, de 29 anos, foram detidos pelo governo saudita em 2018. Desde então que estão separados. O paradeiro de Fahad é completamente desconhecido. Já Loujain continua detida, é torturada e sofre agressões sexuais.

Ele, comediante da arábia saudita, ela, ativista do direito das mulheres, tinham-se mudado para os Emirados Árabes Unidos e eram vistos como uma esperança na intolerância das regras do governo saudita. Talvez por estas razões o desaparecimento, e separação, deste casal se tenha tornado tão mediático. O assassinato, em outubro, do jornalista Jamal Khashoggi no consulado saudita, em Istambul, é só mais uma prova disso mesmo. Da impotência perante este Reino.

Loujain foi presa em março do ano passado enquanto conduzia numa estrada dos Emirados. Foi encaminhada para a Arábia Saudita e acabou por ficar detida. O mias irónico é que Loujain sempre defendeu o direito das mulheres sauditas em conduzir, mas naquela altura o decreto real ainda não tinha sido aprovado. Essa restrição só foi levantada uns meses depois.

Butairi foi detido na Jordânia e igualmente extraditado para a Arábia Saudita onde permaneceu por alguns dias antes de ser libertado. Segundo fontes próximas do casal, não há certezas de que ele tenha chegado a ficar preso.

Foi através de uma publicação no Twitter que Kirk Rudell, escritor e produtor de televisão americana, deu a conhecer o caso. Falou sobre a sua amizade com Fahad, que era conhecido como “Jerry Seinfeld da Arábia Saudita”, e Loujain, conhecida internacionalmente pela defesa dos direitos das mulheres sauditas.

Rudell, nas suas publicações no Twitter, contou que conheceu o casal em Los Angeles há uns anos, enquanto gravava um programa de televisão, e admitiu que “gostava de ter visto o que é que eles poderiam ter feito neste mundo” e “gostava de poder ter ido jantar com eles um dia destes”.

Loujain continua detida desde março. De Fahad ninguém nunca mais teve notícias.