O apagão elétrico que afetou a Argentina e países vizinhos teve origem numa conexão de transporte de eletricidade na costa leste do país, entre as hidroelétricas de Yacyretá, sob gestão argentino-paraguaia, e de Salto Grande (argentino-uruguaia). A agência estatal de notícias argentina informou que o fornecimento de eletricidade foi reposto na maior parte do país

Isso ativou as proteções de emergência das centrais elétricas, que saíram de operação e produziram o apagão", informou a empresa Distribuidora Sur (Edesur), responsável pela rede elétrica de parte de Buenos Aires e pelas áreas sul e sudoeste da cintura urbana.

O corte, registado cerca das 07:06 locais (11:06 de Lisboa) de domingo, afetou a Argentina, o Uruguai, o Paraguai e o Brasil.

O fracasso na rede que levou ao apagão a nível nacional teve origem numa conexão de transporte de eletricidade entre as centrais de Yacyretá e Salto Grande, no litoral argentino", especificou a Edesur.

A primeira dessas barragens, localizada no curso do Rio Paraná, é administrada pela Argentina e pelo Paraguai, e a segunda, no curso médio do Rio Uruguai, está localizada a montante das cidades de Concórdia (Argentina) e Salto (Uruguai) e é operada pelos dois últimos países.

Segundo o Ministério da Energia argentino, o apagão ocorreu após o colapso do Sistema Argentino de Interconexão (SADI), que produziu um "corte massivo de energia em todo o país.

Entretanto, a agência estatal de notícias argentina noticiou que o fornecimento de eletricidade foi reposto na maior parte do país.

A Telam disse, no domingo, que a Argentina tinha restaurado a energia em 90% do país da América do Sul, bem como à maioria dos três milhões de habitantes do Uruguai.

O presidente argentino, Mauricio Macri, qualificou a falha na rede elétrica no país "sem precedentes".

O incidente ocorreu no Dia do Pai na Argentina e quando decorrem eleições regionais nas províncias de Santa Fé, São Luís, Formosa e Terra do Fogo.

O país está a ser afetado por fortes chuvas desde o início de sábado.