Uma avó e o neto morreram de covid-19, num hospital argentino, em Córdoba, com três dias de diferença.

A mulher, de 78 anos, e o jovem de 24 não conseguiram derrotar a doença num país em que já morreram mais de 86.000 pessoas vítimas da covid-19. A Argentina, aliás, é o nono país do mundo com mais casos positivos, mais de quatro milhões.

O filho de María Celia Jury e pai de Agustín não escondeu a dor sentida numa publicação emocionada nas redes sociais.

Tantos momentos que me vêm à cabeça, tantas lembranças. Ensinaste-me a ser pai, tinhas tanto para dar e partiste. Deixas um vazio impossível de preencher para todos nós que te amamos. Tentamos encontrar uma explicação, mas não, não há consolo. Hoje tivemos de te dizer adeus para sempre, mas vais estar sempre aqui, em cada almoço, em cada brincadeira, em cada momento. Viverás para sempre em mim", escreveu o pai de Agustín, que deixa um filho pequeno.

Por fim, dirigiu também palavras àqueles que não acreditam na gravidade da doença, inclusive as autoridades, que no início diziam, escreveu, tratar-se de "uma questão de higiene"

Diziam para não ficarmos alarmados, que era uma questão de higiene, que a covid-19 nos ia tornar melhores pessoas, mas não é verdade. Muitos não sabem a tristeza e impotência que é olhar para alguém querido e não poder fazer nada. É algo que não desejo a ninguém. Este vírus separou famílias, amigos e, enquanto sociedade, está a trazer à tona o que de pior há nas pessoas. Um doente covid é um ser humano, que muitas vezes não sabe como contraiu a doença e está a lutar pela vida", disse, ainda.

Redação / CM