O deputado argentino Héctor Olivares encontra-se em estado crítico, depois de ter sido baleado perto do congresso argentino na manhã de quinta-feira, na capital Buenos Aires. O parlamentar, que representa o partido União Cívica Radical, foi ferido na zona abdominal. O disparo atingiu a zona do fígado, pâncreas e cólon, danificando órgãos vitais, segundo informa a agência Télam.

Com Olivares estava o funcionário da sua província, Miguel Yadón, que foi baleado mortalmente, tendo morrido ainda no local.

O deputado foi submetido a uma cirurgia de emergência e, segundo nota hospitalar, mantém-se em situação instável.

Em declarações à imprensa argentina, o porta-voz do deputado, Ulises Lencina, disse que “jamais" tinham recebido uma ameaça no escritório.

Os disparos foram feitos por dois homens a partir de um carro, no qual se colocaram em fuga após o tiroteio. Até ao momento, a polícia prossegue a busca pelos suspeitos, que acusa de dois homicídios, um na forma tentada.

"Estavam à espera deles e quando passaram começaram a disparar”, disse um dos responsáveis pela investigação.

Em declarações à agência Télam, uma fonte judicial afirma que “foi um ataque direto, não houve roubo”.

Perante a gravidade dos factos, e por se tratar de um deputado, as autoridades decidiram colocar no caso a polícia federal argentina.

O presidente argentino, Mauricio Macri, fez uma declaração à imprensa, assegurando que irão "até às últimas consequências para achar os culpados".

Após a notícia do crime, a câmara de deputados da Argentina mostrou profunda "consternação" e considerou "oportuno" suspender a sessão de quinta-feira.

Também a ex-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, já reagiu, demonstrando toda a sua "solidariedade" para com as vítimas e as suas famílias.

Nas redes sociais foi partilhado um vídeo do momento do tiroteio.