O artista urbano Banksy fez-se passar por um técnico de limpeza do metro de Londres para fazer várias desenhos numa das carruagens, mas a sua mais recente obra de arte durou pouco tempo.

A empresa de transportes de Londres revelou, esta quarta-feira, que um dos seus empregados limpou a obra do artista britânico "há uns dias", depois de esta ter sido confundida com um "grafitti qualquer".

O desenho foi tratado como outro grafitti qualquer" disse fonte da empresa, citada pela BBC.

Em comunicado oficial, a empresa que gere o Metro de Londres justificou que a remoção do desenho deve-se à sua "rígida política anti-graffiti", mas recomendou ao artista recriar a sua arte "num local mais apropriado".

O trabalho da equipa de limpeza é assegurar que a rede de transportes está limpa, sobretudo durante a situação atual. Gostaríamos de oferecer a Banksy a oportunidade de fazer uma nova versão da sua mensagem aos nossos utentes, num local mais apropriado", declarou a empresa.

Banksy fez vários desenhos numa carruagem do metro de Londres para consciencializar sobre o uso de máscara, obrigatório nos transportes públicos da capital britânica desde 15 de junho, para travar a propagação de Covid-19.

Num vídeo publicado no Instagram sob o ‘slogan’ "If you don't mask, you don't get" (sem máscara não entras, em tradução livre), o artista de rua aparece vestido com um fato de proteção branco, capuz, colete refletor laranja, luvas, máscara e óculos, usando moldes e ‘spray’ preto para fazer os desenhos dos seus característicos ratos em várias zonas do vagão.

Um dos animais aparecia a cuspir um líquido verde que simula a propagação do vírus, enquanto outro usava a máscara como paraquedas e um terceiro cobria o rosto com ela.

Durante a gravação pode ver-se o artista a escrever o seu nome com grandes letras verdes sobre a porta que separa a carruagem da cabine do condutor e como abandona o local cruzando-se com vários passageiros.

No final do vídeo, as portas do comboio abrem-se e na parede da estação lia-se "I get lockdown" (bloquearam-me), um ‘slogan’ que se completa com “but I get up again” (mas ergo-me novamente) quando se fechavam de novo, enquanto se ouve a música “I get knocked down”, da banda britânica Chumbawamba Tubthumping, com a qual se faz este jogo de palavras

Rafaela Laja