Um conhecido dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV, o partido do Governo) foi sequestrado e assassinado, avança esta quinta-feira a imprensa venezuelana, que cita fontes policiais e familiares.

Segundo o portal El Pitazo, José Carmelo Bislick Acosta, foi assassinado depois de denunciar, recentemente, corrupção na distribuição local de combustível e também tráfico ilícito de substâncias estupefacientes e psicotrópicas no estado venezuelano de Sucre (660 quilómetros a leste de Caracas), onde vivia.

“Na quarta-feira 18 de agosto, a vítima foi retirada de sua casa, no seu carro, por quatro homens que entraram pelos fundos da residência, situada no setor Guayacán do município Valdez (Estado de Sucre)”, noticiou o portal.

Segundo a irmã, Rosmery Bislick, os sequestradores “usavam macacões com capuz, (...) chapéus e tecidos como máscaras”. Estes disseram que o irmão “tinha comido a luz [cruzado uma linha perigosa]" e que o iam matar.

Na manhã do dia seguinte, a Guarda Nacional Bolivariana foi notificada de que uma viatura estacionada num terreno e com uma porta aberta. No interior, encontraram a vítima.

“Suspeitamos que foi pela sua crítica constante contra o tráfico de gasolina e a sua posição crítica dentro da revolução. Nem nós, como família, nem a sua equipa de trabalho, nunca soubemos de alguma ameaça”, explicou Rosmery Bislick aos jornalistas.

José Carmelo Bislick Acosta, tinha 51 anos. Natural de Güiria era professor universitário de educação física e um conhecido dirigente do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), o partido do Governo do Presidente, Nicolás Maduro.

Foi presidente do Instituto Nacional de Capacitação e Educação Socialista (Inces), autarca e presidente do Conselho Municipal de Güiria. Era coordenador municipal de Técnica Eleitoral do PSUV.

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