Uma fonte militar de alta patente da Síria negou esta terça-feira, em declarações à agência espanhola Efe, que as forças governamentais ou russas estejam por detrás de um anunciado ataque químico contra a cidade de  Khan Cheikhoun, no sul da província de Idlib, no norte do país, como afirma a oposição.

Essas alegações são nulas e sem efeito. Aviões sírios e russos jamais utilizaram armas químicas na sua luta contra o terrorismo", disse a fonte, que preferiu não ser identificada.

O militar garantiu que as forças sírias e os seus aliados "têm como alvo grupos terroristas, não civis". Acrescentou que o seu país vai continuar a luta contra o terrorismo até que conquiste a vitória.

O Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), uma organização localizada em Londres, sustenta que pelo menos 58 pessoas morreram, entre elas 11 menores de idade, devido a um bombardeamento de aviões não identificados em Khan Cheikhoun, cidade que é controlada pela oposição.

Segundo a agência noticiosa Efe, a Proteção Civil Síria em Idlib, integrada por voluntários que prestam trabalhos de resgate em áreas fora do controlo do governo, relatou na sua página do Facebook que, por enquanto, os médicos não puderam identificar o tipo de gás utilizado no ataque.

De acordo com as informações da Proteção Civil Síria, o número de vítimas chega a 50 mortos e 250 feridos, a maioria deles crianças e mulheres.

Em comunicado, a Coligação Nacional Síria (CNFROS), a principal aliança opositora, acusou aviões governamentais de terem bombardeado a localidade de Khan Cheikhoun com projéteis que continham gás sarin.