O procurador de Paris explicou, esta manhã, a confusão com o balanço das vítimas do ataque no mercado de Natal de Estrasburgo. Segundo Rémy Heitz, há duas vítimas mortas e uma terceira vítima em morte cerebral. O ataque fez ainda 13 feridos, seis do qual em estado crítico.

Em conferência de imprensa, o procurador acrescenta que o suspeito, que foi ferido num braço por um dos quatro militares que atacou, apanhou um táxi após o ataque e que terá dito ao motorista que conduzisse pelo bairro de Neuhof até que lhe dissesse para parar. Para justificar os ferimentos, o suspeito - identificado como Cherif. C - disse mesmo ao motorista que tinha atirado contra militares e matado dez pessoas.

Quando saiu do táxi, o homem teve novo confronto com a polícia e voltou a disparar.

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O homem tem 29 anos, nasceu em Estrasburgo e tem no seu cadastro 27 condenações em França, na Alemanha e na Suíça. O suspeito é também conhecido por se ter radicalizado quando esteve preso e durante o ataque terá gritado "Allah Akbar".

"Tendo em conta o local, o modo de operar, o perfil e testemunhos recolhidos junto de pessoas que o ouviram gritar 'Allah Akbar', o departamento antiterrorista do MP de Paris tomou conta da investigação", disse.

O Ministério Público francês abriu uma investigação por homicídio e tentativa de homicídio relacionada com uma organização terrorista, assim como por associação terrorista. As autoridades tentam ainda apurar se Cherif. C teve cúmplices, uma vez que quatro pessoas próximas do suspeito foram detidas durante a noite.

"As detenções continuam em curso", precisou o chefe do departamento antiterrorista do Ministério Público, acrescentando que "foram feitas várias ações durante a noite em locais que o suspeito costumava frequentar".

O Governo francês elevou o nível de alerta no país para “emergência por atentado”, com um reforço de controlo nas fronteiras, aumento de segurança nos mercados de Natal e mobilização de meios envolvidos no dispositivo antiterrorismo.

A cidade de Estrasburgo, localizada no nordeste da França, junto à fronteira com a Alemanha, acolhe a sede do Parlamento Europeu.