As eleições legislativas antecipadas gregas vão realizar-se no próximo dia 6 de maio. O primeiro-ministro interino, Lucas Papademos, anunciou aos seus ministros que a data irá ser apresentada ao presidente do país esta quarta-feira.

De acordo com um comunicado governamental, citado pela Reuters, o objectivo é formar um novo executivo até 17 de maio.

Papademos assumiu a chefia do governo grego no ano passado, depois da queda do executivo socialista. Os conservadores da Nova Democracia e os socialistas do PASOK, que apoiaram o governo de Papademos e o plano de resgate financeiro a que o país está sujeito, estão contudo a braços com resultados nas sondagens, que não lhes garantem os votos necessários para formar uma coligação.

Os estudos de opinião indicam um crescimento dos pequenos partidos, que se opõem a mais austeridade. Com um resultado incerto à vista nas próximas eleições, os analistas temem pela execução das medidas previstas no plano de resgate estabelecido, para evitar a bancarrota grega.

Ainda que de forma não oficial, os líderes partidários já se encontram em campanha. Durante o fim de semana, Antonis Samaras, líder dos conservados, que lideram as sondagens, prometeu uma subida das pensões mais baixas e a criação de novos postos de trabalho.

Samaras tem insistido na necessidade de uma maioria e nos avisos de que se isso não acontecer poderão ter de ser realizadas novas eleições. Contudo, as sondagens têm feito aumentar as dúvidas sobre se os dois principais partidos - que apoiam o resgate financeiro - terão condições para um resultado que lhes permita formar governo.

De qualquer forma, qualquer que seja o executivo que saia do escrutínio, terá de cortar 11 mil milhões de euros entre 2013 e 2014 e conseguir arrecadar mais três mil milhões em impostos no mesmo período, para responder às exigências do FMI.