A BBC divulgou a fotografia de um alegado suspeito do atentado deste sábado à noite, em Londres, que fez seis mortos e mais de 30 feridos. O The Guardian, por sua vez, encontrou a pessoa que fotografou o momento da detenção do homem, que parece ter latas amarradas ao corpo. A polícia confirmou já de madrugada que o suposto colete de explosivos era só uma simulação para intimidar a polícia e a população. Os terroristas - três - foram abatidos.

A foto foi tirada por Gabriele Sciotto, 25 anos, um adepto da Juventus. Estava a caminho de casa depois assistir à final da Liga dos Campeões, ganha pelo Real Madrid quando percebeu que estava a ir na direção errada.

"Acabei de ver a bolsa no pub The Sheaf pub e saí. Estava a tentar descobrir o caminho para ir para casa e fui pelo errado". Isto porque, ao passar pela Park Street, viu um homem a correr na sua direção.

"Ele tinha 35 anos. Estava a dizer que estava a fugir, que estava a acontecer um ataque terrorista. Outras pessoas começaram a fugir"

Ele, como é documentalista, optou por ficar e ir ver o que se tinha passado, para registar. Apesar do escuro, contou que viu três homens no outro lado da rua. Viu-os correr na direção oposta ao Borough Market, onde ocorreu o segundo ato terrorista (o primeiro foi na London Bridge, uma ponte no centro da cidade, em que uma carrinha atropelou várias pessoa).

Nese mercado, havia polícia e os suspeitos começaram a fugir. Conta o italiano que iam na sua direção. Detalhou mesmo que os três homens saíram de Borough Market e viraram a esquerda para Stoney Street, em direção ao pub Wheatsheaf:

De repente, chegaram muitos polícias vindos de outro lado. Ouviu muitos gritos, acompanhados de palavras como "alto, alto, fique no chão". Foi aí que a polícia disparou contra os homens.

A foto que Gabriele Sciotto tirou foi a um dos homens, já depois de baleado, caído no chão. Contou que viu ainda um outro a andar, coberto de sangue.

Percebeu que a polícia tentou garantir que ninguém ficasse ferido e que a reação foi muito rápida.

O jornal optou por não mostrar a cara do suspeito até que a sua identidade e envolvimento com o que aconteceu sejam confirmados.

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