Ainda antes de estar confirmado um ataque terrorista na ponte London Bridge e num mercado londrino, Donald Trump já oferecia ajuda à capital britânica, aproveitando ao mesmo tempo para defender a proibição de entrada de muçulmanos de vários países nos EUA.

A associação feita pelo presidente norte-americano surge sem se saber quem são, de onde são e que religião praticam ou não os suspeitos do ataque. Serão mais do que um, dado que parece ter sido um atentado organizado, que decorreu em dois locais e há relatos de esfaqueamentos.

AO MINUTO: todos os desenvolvimentos pós-atentado em Londres

Hillary Clinton, que foi derrotada por Donald Trump nas eleições presidenciais e tem um vasto currículo de política externa, lamenta os "atos cruéis e cobardes inexplicáveis", querendo assegurar a "amizade" dos EUA.

 

Já Theresa May, a primeira-ministra britânica, lamentou o "terrível incidente", tendo apontado para um possível ato terrorista, o que veio a ser confirmado pela polícia.

O Mayor de Londres agradece aos serviços de emergência e pede às pessoas que saiam das zonas problemáticas. Pede a todos que se mantenham calmos e vigilantes e que liguem o 999 só em caso de emergência. Diz que não há justificação para estes "atos bárbaros" e que não há dúvida de que este foi um "ato deliberado e cobarde contra pessoas inocentes" que estavam apenas a aproveitar a sua noite de sábado.

A primeira-ministra escocesa, Nicola Sturgeon, também lamentou as "terríveis notícias" vindad e Londres e disse que os seus pensamentos estão com todos aqueles que foram afetados.

O líder do partido trabalhista também usou o Twitter para reagir, mostrando-se chocado com os incidentes "brutais" desta noite e agradecendo aos serviços de emergência.

O presidente do Conselho Muçulmano Britânico, Harun Khan, manifestou-se  “horrorizado e furioso” com o atentado. Recorde-se que a nacionalidade e a religião dos atacantes não é ainda conhecida.

Estou horrorizado e furioso com os ataques terroristas em London Bridge e Borough Market, na minha cidade natal. Estes atos de violência são verdadeiramente chocantes e condeno-os veementemente”

Acrescentou que “muçulmanos em todo o lado estão indignados e nauseados com estes cobardes que mais uma vez destruíram a vida dos britânicos”.

Comissão Europeia e ONU

Jean-Claude Juncker está a acompanhar os acontecimentos em Londres. Pede a todos que se mantenham seguros.

O secretário-geral da ONU, António Guterres, condenou já no domingo, com firmeza, o ataque terrorista que provocou no sábado sete mortos e 48 feridos em Londres e pediu colaboração internacional para que se faça justiça.

Os responsáveis por esta violência injustificada sejam encontrados rapidamente e levados à justiça", informou o seu porta-voz, Stephane Dujarric, em comunicado.

O secretário-geral solidarizou-se com os cidadãos e com o Governo do Reino Unido "na luta contra o terrorismo e o extremismo violento".

Marcelo já enviou "votos solidários" à rainha e ao povo britânico

O Presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, enviou já "votos solidários" à rainha Isabel II e ao povo britânico.

De novo cidadãos inocentes foram atacados no centro de Londres. Ao mesmo tempo em que envio os meus votos solidários a Sua Majestade a Rainha Isabel II e ao povo britânico, quero de novo sublinhar que continuaremos a defender a paz, a democracia e a liberdade"

Numa mensagem divulgada na página da Presidência da República na Internet, Marcelo Rebelo de Sousa desejou ainda "uma rápida de recuperação às vítimas" destes atentados e apresentou sentimentos às suas famílias.

França e Espanha ao lado dos britânicos

Já de madrugada surgiram as reações do presidente francês, Emmanuel Macron, e do chefe de governo espanhol, Mariano Rajoy. O primeiro a dizer que "face a esta nova tragédia, França está mais do que nunca ao lado do Reino Unido" e que os seus pensamentos estão com as vítimas e seus próximos.

Rajoy a dizer que segue "com preocupação" estes ataques, mostrando também "solidariedade e apoio às autoridades e ao povo britânico".

Mais reações

O primeiro-ministro canadiano Justin Trudeau classificou de “terríveis” os acontecimentos e escreveu no Twitter estar a acompanhar a situação em Londres, divulgando o número de emergência disponível para os canadianos que precisem de ajuda.

Da Austrália, igualmente uma mensagem de solidariedade para com o povo britânico, da parte do primeiro-ministro.

A Argentina também veio "lamentar profundamente" o ataque.  "Acompanhamos os acontecimentos de perto, o nosso consulado está à disposição”, expressou a chefe da diplomacia argentina, através da sua conta de Twitter.