A polícia de Manchester adiantou hoje que está a realizar mais buscas na sequência das oito detenções que efetuou no Reino Unido, depois do atentado, na segunda-feira, que vitimou 22 pessoas e fez mais de 50 feridos.

As detenções foram "relevantes", porque ajudaram a descobrir elementos "muito importantes" para a investigação, segundo as autoridades, aqui citadas pela Reuters. Estão atualmente sob custódia oito pessoas, depois de uma mulher ter sido libertada após interrogatório.

"Quero tranquilizar as pessoas de que as detenções que temos são significativas, e as buscas iniciais das instalações revelaram elementos que acreditamos serem muito importantes para a investigação. As buscas levarão vários dias para serem concluídas", indicou o chefe da polícia, Ian Hopkins, aos jornalistas.

Ao mesmo tempo, a polícia lamenta a fuga de informação sobre o atentado nos serviços de inteligência dos Estados Unidos, que causou "stress adicional" nas famílias das vítimas.

Os oficiais do Reino Unido estão furiosos com a divulgação de informações confidenciais na imprensa norte-americana. Por isso, as autoridades britânicas decidiram deixar de partilhar informações sobre o atentado que abalou a cidade de Manchester na segunda-feira  e Theresa May já fez saber que vai questionar Donald Trump sobre esta matéria, na cimeira da NATO.

A polícia de Manchester está a investigar uma "rede" terrorista e há um novo dado importante a este nível: o bombista suicida, Salman Abedi, esteve na Alemanha quatro dias antes do atentado.

O pai do jovem bombista defende que o filho está inocente. O progenitor e o irmão de Salman Abedi acabaram detidos pelas autoridades, na Líbia.