O dia de trabalho já tinha terminado e a arquiteta portuguesa Rita Ochoa estava em casa, em Manchester, quando começou a achar estranha a movimentação que começou a sentir nas ruas.

Vivemos a cerca de um quilómetro do Manchester Arena. Não ouvimos a explosão, mas começámos a ouvir muitos helicópteros e ambulâncias.”

 

Ficámos um pouco em pânico. A cidade começou a ficar num caos. Não saímos de casa.”

Rita Ochoa recorda que esta explosão ocorreu “praticamente no mesmo local onde foi a explosão do IRA há uns anos”, provocando “uma nostalgia estranha na população”.

O dia amanheceu com a população a tentar levar uma vida normal: “Vi muitas pessoas a chorar. Muitas pessoas agarradas aos telemóveis a acompanhar as notícias, mas a ir para os seus empregos e a tentar fazer a sua vida normal.”

A cidade voltou a ser inundada pelos sons das sirenes e do helicóptero.”

Rita Viterbo Faria, outra portuguesa a viver em Manchester estava na rua no momento da explosão: “Comecei a ouvir gritos e sirenes e recebi uma mensagem de um amigo a dizer que tinha visto as notícias e a mandar-me ir embora.”

Fui a pé para casa. Havia ambulâncias, carros da polícia, bombeiros e imensa gente na rua. (…) Nem tive muito tempo para ter medo, sinceramente. Foi mais a confusão, o choque.”

 

É uma cidade incrível. As pessoas são muito unidas. Sinto que não se pode ceder ao medo. (…) Claro que há medo, claro que há pânico, mas não se pode ceder. As pessoas têm de continuar com a vida.”