O ministro da Defesa do Sri Lanka afirmou esta terça-feira que os atentados que ocorreram no domingo de Páscoa foram atos de retaliação pelos ataques nas mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, que ocorreram em março.

Ruwan Wijewardana confirmou, em declarações no parlamento, que a investigação mostra que “a cadeia de explosões” foi levada a cabo por um “grupo islâmico radical” chamado National Tawheed Jamath (NTJ).

Os ataques nas mesquitas de Christchurch provocaram 50 mortos e quase 50 feridos. Brenton Tarrant, um australiano nacionalista branco, de 28 anos, que está em prisão preventiva, é o principal suspeito.

Na segunda-feira, um porta-voz do governo cingalês já tinha anunciado que as autoridades foram avisadas sobre possíveis ataques duas semanas antes de as explosões acontecerem. Rajitha Senaratne declarou ainda que já existia uma lista com o nome dos suspeitos.

O número de mortos nos ataques terroristas no Sri Lanka subiu para 321, segundo um novo balanço divulgado esta terça-feira pelas autoridades daquele país, que informaram ainda terem detido 40 suspeitos de ligação aos atentados. O número de feridos já ultrapassa os 500. 

Entre as vítimas mortais das oito explosões de domingo está um português residente em Viseu.

A capital do país, Colombo, foi alvo de pelo menos cinco explosões no domingo de Páscoa, em quatro hotéis de luxo e uma igreja. Duas outras igrejas foram também alvo de explosões, uma em Negombo, a norte da capital e onde há uma forte presença católica, e outra no leste do país. A oitava e última explosão teve lugar num complexo de vivendas na zona de Dermatagoda.

As primeiras seis explosões ocorreram "quase em simultâneo", pelas 08:45 de domingo (03:15 em Portugal), de acordo com fontes policiais citadas por agências internacionais.

Um novo vídeo captado por câmaras de segurança, e divulgado esta terça-feira, mostra um homem suspeito dos ataques a entrar numa igreja em Negombo, a norte da capital, Colombo. O homem surge nas imagens de mochila às costas no exterior do templo. Depois de atravessar uma praça, uma outra câmara capta-o a entrar dentro da igreja, por uma das portas laterais