Os ataques cometidos no domingo de Páscoa no Sri Lanka mataram 257 pessoas, de acordo com um novo balanço anunciado esta quinta-feira pelas autoridades, que alertaram que esse número poderá aumentar.

O saldo está agora em 257 mortos", disse à agência de notícias francesa AFP o diretor-geral de serviços de saúde, Anil Jasinghe.

O balanço anterior das autoridades cingalesas apontava para 253 mortos.

Esse aumento é devido a mortes hospitalares. Também há partes corporais, então são pelo menos 257" mortos, declarou ainda Jasinghe.

O Sri Lanka anunciou há alguns dias que identificou 42 cidadãos estrangeiros entre os mortos. Entre os estrangeiros mortos está um português natural de Viseu.

Vários outros estrangeiros ainda estão desaparecidos e podem estar entre os corpos não identificados na morgue em Colombo, disse o Ministério dos Negócios Estrangeiros num comunicado publicado na noite de segunda-feira.

Segundo o balanço, 496 feridos foram hospitalizados, dos quais 47 ainda estão ainda a ser tratados (12 nos cuidados intensivos).

A polícia cingalesa informou já deteve mais de 150 suspeitos desde os atentados do dia de Páscoa no país.

Igreja Católica volta a proibir missa de domingo por temer atentados

A Igreja Católica do Sri Lanka desistiu dos seus planos de autorizar a retomada esta semana da missa de domingo por temer novos ataques no país, anunciou um porta-voz do arcebispo de Colombo.

O porta-voz do cardeal Malcolm Ranjith disse esta quinta-feira que a Igreja Católica recebeu "informações específicas sobre dois possíveis ataques às igrejas" e decidiu não permitir celebrações a 5 de maio.

Na semana passada, os muçulmanos foram aconselhados a ficar em casa para as orações de sexta-feira e todas as igrejas católicas do Sri Lanka foram fechadas.

Em vez da habitual missa de domingo, Ranjith fez uma homilia diante do clero e dos líderes nacionais na sua residência, cerimónia que foi transmitida na televisão.