Um dos principais fugitivos procurados pela justiça internacional pelo genocídio no Ruanda, Augustin Bizimana, morreu há quase 20 anos, anunciou hoje o Mecanismo dos Tribunais Penais Internacionais (MTPI), sediado em Haia.

A sua morte, que se estima ter ocorrido em agosto de 2000, “pôde ser confirmada após a identificação formal dos restos mortais do seu corpo” encontrado num cemitério de Pointe-Noire, no Congo, de acordo com uma declaração do MTPI, o organismo responsável pela conclusão dos trabalhos do Tribunal Penal Internacional para o Ruanda (TPIR).

Este anúncio surge menos de uma semana após a detenção em França de Félicien Kabuga, um suposto financiador do genocídio ruandês, que se encontrava em fuga há 25 anos.

Acusado de ter sido um dos principais instigadores do genocídio de 1994 contra tutsis no Ruanda, Augustin Bizimana, antigo Ministro da Defesa, foi acusado em 1998 pelo TPIR de 13 crimes, incluindo genocídio, extermínio, homicídio e outros atos desumanos.

O Ministério Público confirmou a sua morte através de uma série de testes de ADN, informou o MTPI.

“Com a detenção de Félicien Kabuga no sábado passado e a confirmação hoje da morte de Augustin Bizimana, o Gabinete do Procurador encontrou assim dois dos três principais fugitivos acusados pelo TPIR”, afirmou o mecanismo estabelecido pela ONU.

O último dos principais fugitivos ainda a monte é Protais Mpiranya, antigo comandante do batalhão da Guarda Presidencial das Forças Armadas ruandesas.

Entre abril e junho de 1994, cerca de 800.000 tutsis e hutus moderados foram mortos no Ruanda pela maioria hutu.

/ AM