Uma família irlandesa que vive na Austrália corre o risco de ser deportada porque o filho de quatro anos sofre de uma rara doença genética.

Anthony e Christine Hyde emigraram para a Austrália e vivem na zona rural de Victoria há quase dez anos, mas quando estavam quase a obter o visto de permanência no país, Darragh, o filho de quatro anos, foi diagnosticado com fibrose quística. Esta é uma doença rara que afeta principalmente os pulmões, mas também o pâncreas, fígado, rins e intestino, e frequentemente provoca infeções pulmonares.

Darragh está a ser considerado como um “fardo” para o sistema de saúde do país, porque, de acordo com a “7 News”, o cocktail de medicamentos necessário para tratar a doença custa cerca de 300 mil dólares por ano (cerca de 268 mil euros).

E, por causa do diagnóstico, o visto para residência permanente no país foi recusado.

Nós não queremos voltar à Irlanda. Não há lá nada para nós. Apenas queremos ficar aqui, onde é a nossa casa, e isso ser-nos retirado porque o nosso filho tem uma condição médica, que era desconhecida até agora, é desolador. Não é culpa dele”, afirmou Christine, numa entrevista.

O casal de irlandeses começou uma petição online a defender a sua permanência no país, que já conta com 76 mil assinaturas.

Há ainda uma “luz ao fundo do túnel”, de acordo com os media australianos. Uma família em circunstâncias semelhantes conseguiu o visto. Kinley Wangchuk, de 18 anos, e a sua família poderiam ter regressado ao país de origem porque o jovem desenvolveu um problema de audição grave.

Esta exceção pode fazer a diferença no caso, apesar de Darragh estar inscrito num programa, o Pharmaceutical Benefits Scheme, que diminui o custo dos medicamentos para os australianos e que conta com a comparticipação do estado.