O ministério da Saúde de Israel vai investigar o surgimento de vários casos inflamação cardíaca em pessoas que foram inoculadas com a vacina da Pfizer contra a covid-19. De acordo com as autoridades de saúde do país, 62 dos cinco milhões de cidadãos vacinados desenvolveram miocardite.

Israel sublinha, porém, que, para já, não foi detetada qualquer relação causal entre estes sintomas e a toma da vacina. Também a farmacêutica norte-americana garante que não observou uma taxa mais alta da referida condição do que seria normalmente esperado na população em geral.

Os efeitos adversos são revistos de forma regular e exaustiva. Não há evidências, neste momento, para concluir que a miocardite é um risco associado ao uso da vacina Pfizer/BioNTech”, justificou a multinacional.

Em todo o mundo, por ano, são diagnosticados, em média, três milhões de pessoas com cardiomiopatia, apesar de as autoridades de saúde suspeitarem que este número seja superior, uma vez que parte dos doentes não sabe que sofre desta condição.

Recorde-se que Israel realizou uma das campanhas de vacinação mais rápidas do mundo, que abrangeu mais de cinco milhões de pessoas (de uma população de cerca de nove milhões) que já foram inoculadas com as duas doses da vacina.

Desde janeiro, pouco depois do começo da campanha de vacinação, o número de infeções diárias caiu a pique, de 10 mil casos diários para apenas 129 infeções.