O ministro da Saúde do Brasil alertou esta quarta-feira que, apesar da ligeira diminuição das mortes e casos de covid-19, não se pode baixar a guarda e a sociedade deve manter as medidas de prevenção contra a doença.

Neste momento assistimos a uma queda nos casos e, consequentemente, também nas mortes, mas ainda estamos num momento muito grave, com um número muito elevado de mortes”, declarou Queiroga.

Segundo dados oficiais do Governo brasileiro, a taxa de transmissão da covid-19 no país é inferior a 1 pela primeira vez desde novembro, enquanto a média semanal de óbitos nesta terça-feira atingiu 2.431, montante inferior à média de 3.100 óbitos registada em meados de abril.

Esta situação permitiu que os governos regionais e municipais do Brasil relaxassem as medidas de restrição da circulação de pessoas, exigidas diariamente pelo Presidente do país, Jair Bolsonaro.

Numa linha aparentemente contraditória ao pensamento de Bolsonaro, o ministro da Saúde brasileiro destacou a necessidade de "medidas como o uso de máscaras", que o Presidente também rejeita.

Queiroga instou a população a "manter o distanciamento social" para "vencer" a pandemia.

É importante a adesão de toda a população a essas medidas”, disse Queiroga, que explicou que a queda no número de infeções amenizou a situação dos hospitais no país.

 

Há menos pressão sobre os hospitais e necessidade de suprimentos médicos para intubação e oxigénio”, ressaltou Queiroga.

O ministro brasileiro reiterou que o Governo continua a negociar vacinas com vários laboratórios e no âmbito da Organização Pan-Americana da Saúde um adiantamento de vacinas já contratadas.

Nesse contexto, Queiroga confirmou que o Brasil receberá nesta quinta-feira um milhão de doses da vacina da Pfizer, no primeiro lote de um total de 100 milhões de doses compradas pelo país junto a este laboratório.

O Brasil enfrenta atualmente a pior fase da pandemia, com 395.022 óbitos e 14.441.563 infeções.

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 3.137.725 mortos no mundo, resultantes de mais de 148,6 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

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