No primeiro sábado de reabertura pós-confinamento, vários "pubs" foram obrigados a fechar no Reino Unido, devido à desordem causada pela euforia dos britânicos com os bares e restaurantes abertos. John Apter, chefe da polícia de Southampton, veio dizer que é “perfeitamente claro” de que será impossível fazer com os cidadãos embriagados cumpram as regras impostas pelas autoridades de saúde. 

Apter, que esteve de serviço, revelou que a polícia teve de lidar com “homens nus, bêbados felizes, bêbados violentos, cenas de pancadaria e mais bêbados violentos”.

É claro que as pessoas alcoolizadas não conseguem ou querem aplicar as regras de distanciamento social”, sublinhou. “Foi uma noite muito ocupada, mas o nosso turno foi capaz de dar conta do recado. Conheço áreas onde tivemos problemas, com polícias a serem agredidos.”

Outra das vozes críticas da reabertura foi Rafal Liszewski, gerente de uma loja em Soho, Londres.

As coisas ficaram rapidamente fora do controlo e, por volta das oito da noite, já se tinha tornado numa autêntica festa de rua, com as pessoas a beber e a dançar”, contou à Associated Press. “Quase ninguém estava a utilizar máscara e ninguém respeita a distância de segurança. Para ser sincera, com tantas pessoas numa só rua é fisicamente impossível.”

Críticos do alívio das medidas de confinamento acusam o executivo de Boris Johnson de se precipitar.

Uma das vozes críticas é de David King, antigo conselheiro científico do governo britânico. Para King, a decisão parece revelar uma estratégia de “manter” o número de casos diários em três mil, enquanto alguns segmentos da economia são reabertos.

Precisamos da rota mais rápida para erradicar a Covid-19 e esta não é a rota certa”, disse à Sky News.