Pete Frates, o homem que inspirou milhões de pessoas a aderir ao “Ice Bucket Challenge” para angariar milhões de dólares para a investigação da esclerose lateral amiotrófica (ELA), morreu aos 34 anos de idade, anunciou a família do ex-capitão da equipa de basebol da Universidade de Boston, nos Estados Unidos, citada pela imprensa internacional.

Frates foi diagnosticado com a doença neurológica degenerativa em 2012, quando tinha 27 anos. Dois anos depois de ser diagnosticado, em 2014, aderiu ao desafio criado por Chris Kennedy, um golfista profissional tornando-o num dos desafios mais virais até então.

O conceito era publicar um vídeo nas redes sociais a despejar um balde de água gelada na cabeça de forma a atrair atenção para a doença e angariar dinheiro em favor da associação ALS, que ajuda pacientes e investigadores no combate à esclerose lateral amiotrófica. Depois de Peter Frates, milhares de celebridades participaram no desafio, de políticos a desportistas como Cristiano Ronaldo, Bill Gates, Donald Trump, Barack Obama ou José Alberto Carvalho.

Notavelmente, Pete nunca se queixou da sua doença. Em vez disso, ele viu nela uma oportunidade para dar esperança a outros pacientes e para as suas famílias. Durante a sua vida, ele estava determinado a mudar a trajetória de uma doença que não tinha tratamento”, pode ler-se na declaração feita pela  família.  

A Esclerose Lateral Amiotrófica, também conhecida como Lou Gehrig, é uma doença neurológica degenerativa rara que evolui de forma progressiva. Apesar de ser mais provável a doença surgir entre os 40 e os 75 anos, é possível manifestar-se em qualquer idade. Estima-se que existam três a cinco casos de ELA por cada 100 mil pessoas.

Quando eu era criança, estávamos preocupados com a poliomielite. Quando Magic Johnson contraiu VIH, foi uma sentença de morte. Se conseguirmos dinheiro para a ALS, as coisas vão melhorar”, afirmou à Salem News.

 

/ JR