Dois dos feridos graves do ataque na Ponte de Londres morreram no hospital esta sexta-feira, confirmou a polícia ao início da noite. Há ainda três feridos a registar na sequência do ataque que começou num edifício na extremidade da Ponte de Londres. As autoridades demoraram cinco minutos a chegar ao local depois de receberem o alerta. 

Vamos trabalhar tão rápido quanto possível para tentarmos compreender quem é este homem, de onde vem e se há mais alguém envolvido", declarou a comissária Cressida Dick numa intervenção em frente da sede da Scotland Yard. 

Em conferência de imprensa, as autoridades informaram que o episódio foi declarado um incidente terrorista e que o suspeito, abatido no local, tinha um colete de explosivos que a polícia nesta altura acredita ser falso

O atacante já tinha sido condenado por terrorismo e estava com pulseira eletrónica. O jornal The Guardian avança que o suspeito tinha ligações a grupos terroristas islâmicos e estava referenciado pelas autoridades, incluindo os serviços secretos britânicos.

O que aconteceu?

A Polícia Metropolitana de Londres foi chamada a intervir na Ponte de Londres às 13:58 horas depois de ter recebido relatos de um esfaqueamento.

Vídeos nas redes sociais mostram vários civis a lutar contra o agressor e a imobilizá-lo no chão. O suspeito foi depois baleado pela polícia.

 

 

Um homem foi visto a retirar a faca do suspeito e a fugir do local. 

Um vídeo mostra ainda vários polícias a apontar armas contra uma carrinha branca atravessada numa das vias da Ponte de Londres. Nas imagens, é possível ver vários agentes da polícia a revistarem o veículo.

Só depois de terem sido divulgados nas redes sociais vários vídeos do momento em que um homem era baleado pelas autoridades na ponte, a polícia metropolitana de Londres confirmou no Twitter que tinha feito disparos contra um homem, sem revelar se o suspeito fora ou não abatido.

 

 

Um repórter da BBC no local assistiu aos disparos da polícia.

Parecia haver uma luta a decorrer no outro lado da ponte, com vários homens a atacarem um homem", explicou John McManus. A polícia chegou em seguida, tendo começado a disparar. 

Uma das testemunhas do ataque disse ao The Guardian que “algumas das pessoas que imobilizaram o suspeito eram ex-prisioneiros. Um deles disse-me que esteve na prisão com o atacante”.

 

Polícia tratou o ataque como crime terrorista

Cressida Dick disse que esteve reunida com o primeiro-ministro, com o ministro da Administração Interna e com o mayor de Londres. 

A comissária reafirmou que o ataque está a ser tratado como um incidente terrorista e que a ideologia por trás do terrorismo não vai prevalecer.

A comissária da Polícia Metropolitana Inglesa, Cressida Dick, pediu a quem estivesse preocupado com familiares, para tentar contactá-los e, se tal não for possível, contactar a polícia.

Nesil Basu, comissário assistente e diretor da secção de anti-terrorismo da Scotland Yard, disse que o suspeito foi atingido pelas forças policiais e morreu no local.

O comissário assistente confirmou que a polícia tratou o ataque como um “incidente terrorista”, avançando que o suspeito tinha um colete de explosivos falso preso ao corpo.

O Serviço de Ambulâncias de Londres declarou o ataque como um “acontecimento de elevada urgência” e tem vários operacionais no local.

Há um número de pessoas feridas. Vamos fornecer mais detalhes quando conseguirmos ter informações sobre a condição das vítimas”, disse o comissário assistente, afirmando que o já não há risco de perigo.

No entanto, um cordão humano policial ainda permanece na área para garantir “que não existem outras ameaças”.

 

Ponte reabriu pelas 18:30 horas

O ataque aconteceu na zona norte da Ponte de Londres, perto da sede da Worshipful Company of Fishmongers, uma das empresas de decoração da cidade de Londres.

A estação de metro da Ponte de Londres esteve fechada durante o ataque, mas já reabriu. 

A Ponte de Londres esteve bloqueada durante quatro horas e meia e voltou a estar operacional na totalidade às 18:30 horas.

 

 

Ainda há agentes no local que, perante o falso colete de explosivos do agressor, estão a tentar despistar eventuais ameaças.

Alguns edifícios perto da ponte, como o King’s College e o prédio da News UK estão fechados como consequência da evacuação do local.

A polícia pediu aos residentes da área para encontrarem um sítio onde passar a noite, afirmando que o cordão policial deve manter-se durante o fim-de-semana.

 

Boris Johnson e Jeremy Corbyn suspendem campanha eleitoral

O primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, reagiu através do seu Twitter oficial. Na publicação, agradece às equipas de emergência e aos civis pela sua "imensa bravura" na resposta ao ataque.

 

 

O partido de Boris Johnson avançou ainda que é “muito improvável” que as ações de campanha para as eleições planeadas para amanhã se mantenham.

O partido da oposição também garantiu que os eventos de campanha no sábado foram suspensos.

O adversário de Boris Johnson nas próximas eleições, Jeremy Corbyn, também se mostrou "chocado" com os acontecimentos na Ponte de Londres, além de também ter agradecido às autoridades. 

 

Também o mayor de Londres, Sadiq Khan, utilizou o Twitter para se referir ao acidente: "Devemos seguir fortes e determinados na luta contra o terror"

/ HCL