Domingo, Dia Mundial do Beijo. E nada como um estudo independente a comprovar a sua utilidade. Segundo os especialistas, a troca de bactérias com outra pessoa não é nada prejudicial, muito pelo contrário, pois pode ajudar a combater a depressão.



«A boca é uma espécie de ecossistema e um ecossistema fechado. Todas as áreas já têm as suas bactérias próprias e é muito difícil que um microorganismo de fora assuma o lugar de um local», diz o dentista e patologista Pantelis Varvakis Rados, consultor científico da Associação Brasileira de Odontologia, citado pela BBC Brasil.

Ainda assim, é sabido que existem doenças transmissões através do beijo na boca, como a sifílis, herpes e outras infecções bacterianas. «Mas são mais difíceis. A mais comum de ser transmitida é a mononucleose, que até é conhecida como a doença do beijo», informa, lembrando que se trata de uma infecção causada por um vírus, o Epstein-Barr, e a sua principal forma de transmissão é exactamente o beijo. Causa febre, mal-estar, náuseas, vómitos e dores musculares e articulares.

Segundo o médico, até há um benefício odontológico para o beijo, porque a vaidade estimula os cuidados bucais. «Quando os jovens começam a beijar, começam também a preocupar-se com o hálito. A partir daí, os que precisavam de ouvir os pais dizer-lhes todos os dias para escovar os dentes transformam-se em jovens muito interessados na escova de dentes, fio dental e antissépticos bucais», brinca.



Um outro aspecto é destacado por uma sexóloga britânica: beijar pode fazer bem ao coração. Segundo a terapeuta Denise Knowles, beijar pode ser uma das maneiras para combater a depressão.

Embora nos casos de depressão clínica, o acompanhamento médico e a medicação não possam ser dispensados, afirma que o beijo pode ser uma maneira fácil e rápida de obter um pouco de bem-estar a curto prazo. Isso porque beijar, como qualquer actividade física, activa a liberação de endorfinas no cérebro, substância ligada às sensações de prazer.
Redação