A ajuda internacional continua a ser disponibilizada ao Líbano após as devastadoras explosões na terça-feira em Beirute, tendo o Reino Unido anunciado hoje o envio de um navio e a Suíça uma equipa de especialistas.

Pelo menos 137 pessoas morreram e 5.000 outras ficaram feridas nas explosões, que terão tido origem em cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amónio armazenadas no porto de Beirute. A capital libanesa foi declarada "zona de desastre".

O ministro da Defesa britânico, Ben Wallace, disse que o navio HMS Enterprise da Marinha Real, que se encontra em Chipre, irá avaliar os danos no porto de Beirute e ajudará as autoridades libanesas a prepararem a reconstrução da infraestrutura portuária.

O Reino Unido prometeu um pacote de apoio humanitário de cinco milhões de libras (5,5 milhões de euros) e disse que enviará equipas de resgate e apoio médico especializado.

A Suíça indicou que, a pedido das autoridades libanesas, enviou uma equipa incluindo engenheiros, também de telecomunicações, e especialistas em logística, além de um psicólogo.

A equipa, que também ajudará nos trabalhos na embaixada suíça e na residência do embaixador que ficaram danificadas, poderá examinar as condições de edifícios públicos, como escolas e hospitais, segundo o Ministério dos Negócios Estrangeiros helvético.

A União Europeia (UE) anunciou hoje o envio de 33 milhões de euros de ajuda de emergência para o Líbano, além de equipas e meios técnicos.

Beirute contará com equipas especializadas na deteção química, biológica, radiológica e nuclear e um navio militar com capacidade de helicóptero para evacuação médica, e equipamento médico e de proteção.

A UE destacou já mais de 100 bombeiros altamente treinados de busca e salvamento, com veículos, cães e equipamento médico de emergência.

Também hoje o Governo chinês anunciou ir enviar uma equipa de médicos e equipamento após as explosões, que destruirão partes de Beirute e terão deixado 300.000 pessoas desalojadas.

Alemanha, França, Rússia e Austrália, assim como vários países árabes anunciaram na quarta-feira a disponibilização de ajuda.

Portugal, que se disponibilizou para apoiar dentro dos mecanismos da União Europeia, tem prontas para enviar para o Líbano quatro equipas ligadas à proteção civil, relacionadas fundamentalmente com a resposta a emergência médica, a análise do ar e a atividades em estruturas colapsadas.

O estado de emergência foi declarado na quarta-feira e por duas semanas em Beirute.

A tragédia atingiu o país que vive uma crise económica séria - marcada por uma desvalorização sem precedentes da sua moeda, hiperinflação, despedimentos em massa -, agravada pela pandemia do novo coronavírus, que obrigou as autoridades a confinarem a população durante três meses.

/ PP