Quatro trabalhadores portugueses morreram na sequência do desabamento de uma escola em Antuérpia, na Bélgica.

As autoridades belgas confirmam, durante a manhã deste domingo, a nacionalidade das cinco vítimas mortais do acidente: quatro portugueses e um romeno.

Segundo a polícia de Antuérpia, quarto cidadão português era de origem russa.

O balanço de sábado dava conta de três vítimas mortais de nacionalidade portuguesa, mas o presidente da Câmara, Bart De Wever, retificou a informação. 

“Um moldavo também morreu, pois estava a trabalhar no estaleiro com documentos romenos”, esclareceu o presidente da Câmara de Antuérpia, citado pela imprensa local.

No local do desabamento, o autarca considerou que o acidente "é uma catástrofe terrível", explicando que se tratava de uma escola, que estava quase terminada e que ia abrir em setembro.

"Algo correu mal na construção, não sabemos o quê, mas será investigado", assegurou Bart de Weber, em declarações às televisões.

De acordo com os meios de comunicação social, os portugueses eram funcionários portugueses da Goorden Bouw en Service, uma empresa que estava a instalar fachadas. Os funcionários estavam nos andaimes quando o prédio desabou.

O Ministério Público do Trabalho de Antuérpia nomeou um perito legal para fazer as conclusões no local, mas deve primeiro aguardar a busca dos trabalhadores desaparecidos. A inspeção do trabalho terá de examinar, entre outras coisas, se um peso muito grande de tijolos teve influência no desabamento.

As circunstâncias exatas em que o desabamento ocorreu ainda não são claras. Imagens de testemunhas mostram aquilo que parece ser a parte superior do edifício a colapsar.

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