Pescadores noruegueses encontraram uma baleia-branca, também conhecida como beluga, com uma coleira à volta do corpo, que acreditam servir para transportar uma câmara ou mesmo uma arma.

O animal foi avistado no nordeste do país, na costa de Finnmark, na semana passada, e, de imediato, as autoridades norueguesas foram contactadas, nomeadamente a Direção das Pescas.

A inscrição na coleira – “equipamento de São Petersburgo” - fez levantar a suspeita de que aquela baleia-branca pertenceria à marinha russa.

A baleia parecia amigável, mas os nossos instintos dizem-no que também estava a pedir ajuda para se libertar da coleira, que parecia feita especialmente para ela”, explicou o biólogo marinho Jorgen Ree Wiig, da Direção Norueguesa das Pescas, a Fiskeridirektoratet, no original.

Wiig disse à CNN que acredita que a baleia-branca possa ser de Murmansk, na Rússia, e que tenha sido treinada pela marinha russa, como aconteceu já no passado.

Eles são conhecidos por treinarem belugas para operações militares como guardar bases navais, ajudar mergulhadores ou encontrar material perdido”, indicou.

A mesma opinião sobre o facto de tratar-se de um animal treinado tem o investigador Martin Biuw do Instituto norueguês de Pesquisa Marinha.

Não há dúvidas de que se trata de um animal treinado. Pelas imagens, é bastante claro que a baleia está a observar o barco e que está habituada a estar perto de barcos. A baleia surge com a cabeça de fora e a abrir a boca, o que sugere que espera ser recompensada com peixe. Este tipo de treino não é feito por investigadores nem por ninguém na Noruega ou na Gronelândia. Ninguém aqui usa coleiras”, analisou.

O investigador Martin Biuw lembrou, por exemplo, que, “durante a Guerra Fria, os militares russos treinaram belugas para encontrar minas ou bloquear torpedos”.

As imagens da baleia-branca estão a correr mundo, bem como as teorias de que se trata de um “militar russo”, mas até agora a Rússia não fez qualquer comentário sobre o assunto.

Segundo o Siberian Times, em 2017, o Instituto de Biologia Marítima de Murmansk treinou belugas, golfinhos e focas com propósitos militares.