Está montada a polémica em Israel. A empresa de gelados Ben & Jerry's anunciou que ia deixar de vender produtos em zonas ocupadas de Israel, como é o caso da Cisjordânia.

A empresa, que é detida pela Unilever, decidiu pela não renovação da licença de comercialização, o que está a provocar um mau-estar no Governo israelita.

Com efeito, o Executivo avisou a Unilever que esta decisão pode resultar em "grave consequências", pedindo também a intervenção dos Estados Unidos, alegando a possibilidade da invocação da lei anti-boicote.

A Ben & Jerry's vende produtos naquela região desde 1987, mas, segundo a agência Reuters, foi alvo de pressões pró-palestinianas.

O primeiro-ministro de Israel, Naftali Bennett, informou a imprensa de que tinha feito uma queixa ao diretor-executivo da Unilever, na qual fala de uma "gritante medida anti-Israel".

Do ponto de vista de Israel, esta ação tem consequências severas, legais e de outro tipo, e será uma movimentação agressiva contra as medidas que impedem o boicote", pode ler-se na nota.

Este é apenas mais um episódio de tensão no Médio Oriente, que mostra que a tensão continua em altas, ao ponto de até uma decisão de uma marca de gelados motivar uma guerra política.

Mais de 440 mil israelitas vivem na Cisjordânia, zona que também alberga três milhões de palestinianos.

António Guimarães