O primeiro-ministro de Israel avisou esta terça-feira o Hamas de que uma eventual quebra do cessar-fogo acordado há alguns dias vai traduzir-se numa resposta "muito poderosa".

Benjamin Netanyahu falava depois de se ter encontrado com Antony Blinken, secretário de Estado norte-americano que foi delegado por Joe Biden para mediar o conflito no Médio Oriente, depois de 11 dias de confrontos entre Israel e o Hamas na Faixa de Gaza, que provocaram mais de 230 mortos.

Se o Hamas quebrar a calma e atacar Israel, a nossa resposta vai ser muito poderosa", reiterou o líder do governo israelita, que discutiu com o representante norte-americano formas de prevenir o armamento do Hamas.

O acordo coloca fim ao pior conflito desde uma guerra que durou 50 dias, em 2014. Ao longo de 11 dias, pelo menos 230 palestinianos, incluindo 65 crianças e 39 mulheres, acabaram por morrer, de acordo com o Ministério da Saúde de Gaza.

No mesmo período foram disparados mais de quatro mil rockets contra cidades israelitas, numa das maiores cadências da história, sendo que a maior parte dos projetéis foi detida pelas forças antiaéreas de Israel.

Em Israel morreram 12 pessoas, entre as quais um menino de cinco anos e uma rapariga de dezasseis.

António Guimarães