O primeiro-ministro de Israel usou o poder de "forma ilegítima" para favorecer "assuntos pessoais", disse esta segunda-feira o Procurador Geral Liat Ben-Ari no âmbito do processo de corrupção que visa o chefe do Executivo. 

As declarações de Liat Ben-Ari decorreram no Tribunal do Distrito de Jerusalém na presença do primeiro-ministro.

Benjamin Netanyahu "usou de forma ilegítima o 'grande poder' governamental que lhe foi conferido para obter benefícios injustificados por parte de proprietários de grupos de comunicação social importantes em Israel para atingir assuntos pessoais", afirmou o Procurador Geral.

Netahyahu enfrenta pena de prisão por fraude e quebra de confiança em três casos separados de corrupção conhecidos como 1.000, 2.000 e 4.000, sendo o último o mais grave, incluindo também o crime de suborno.

É a primeira vez em Israel que um chefe de Governo em funções enfrenta processos criminais.

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