As autoridades indonésias anunciaram, esta quarta-feira, que encontraram a segunda caixa negra do Boeing da Sriwijaya Air, que caiu ao largo da Indonésia em janeiro, provocando a morte dos 62 passageiros e tripulantes.

Esta caixa negra, que contém gravações das conversas da tripulação e com a torre de controlo, parece estar em boas condições, disseram as autoridades.

O equipamento pode fornecer elementos-chave para entender porque a aeronave desapareceu poucos minutos após descolar de Jacarta, capital da Indonésia.

O Boeing 737-500 mergulhou cerca de 3.000 metros em menos de um minuto no Mar de Java, em 09 de janeiro.

Havia 50 passageiros, incluindo 10 crianças e 12 tripulantes, no avião com destino a Pontianak, uma cidade na parte indonésia da ilha de Bornéu.

Após semanas de procura, a caixa negra foi descoberta na noite de terça-feira por uma draga na lama que cobria o fundo do mar ao largo de Jacarta, disseram as autoridades indonésias durante uma conferência de imprensa.

A primeira caixa negra, contendo dados dos equipamentos de bordo, foi descoberta logo após o acidente.

Mergulhadores recuperaram uma grande quantidade de destroços e 59 das 62 vítimas foram identificadas por meio de restos mortais.

A aeronave de 26 anos já havia sido usada pelas transportadoras norte-americanas Continental Airlines e United Airlines.

A Indonésia, com 17 mil ilhas, é o país onde se registam mais desastres aéreos do continente asiático após ter registado 104 acidentes com aviões comerciais e que resultaram num total de 2.301 vítimas mortais, desde 1945, de acordo com os dados da organização Rede de Segurança Aérea.

O acidente mais grave da história da aviação indonésia aconteceu em setembro de 1997 quando um Airbus da companhia Garuda se despenhou no norte da ilha de Sumatra provocando a morte aos 234 ocupantes do aparelho.

/ NM