Sem comentários, até ao momento. A coligação de forças que combate o autointitulado Estado Islâmico ainda nada disse sobre a situação. Apenas confirmou que os seus aviões levaram a cabo 19 ataques aéreos, segunda-feira, contra alvos do Daesh, na cidade de Raqqa, no norte da Síria.

Contudo, a cadeia noticiosa britânica BBC, cita o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, liderado por um ativista num escritório sediado em Londres, segundo o qual, pelo menos 33 pessoas terão morrido devido ao ataque.

O Observatório garante que um dos seus ativistas no terreno viu 33 corpos serem retirados dos destroços da escola em al-Mansoura, nos arredores da cidade de Raqqa, que servia de abrigo a pessoas deslocadas pela guerra.

Outro grupo de ativistas, Raqqa is Being Slaughtered Silently ("Raqqa está a ser chacinada silenciosamente", em tradução) comunicou que o ataque ocorrido na passada segunda-feira atingiu o refúgio de 50 famílias. Cujo destino continua incerto.

Mais de cem civis mortos

A cidade de Raqqa é considerada a capital do seu califado, pelo autointitulado Estado Islâmico, que a controla desde 2014.

Com guerrilheiros curdos e rebeldes sírios, as forças ocidentais têm levado a cabo, nas duas últimas semanas, uma série de ataques aéreos, visando as posições do Daesh.

De acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos, nas duas últimas semanas, os ataques causaram a morte de 116 civis, incluindo 18 crianças e 23 mulheres.

Na guerra da propaganda, levada a cabo pelas várias forças em conflito na Síria, os ataques da coligação estão a ser censurados e denunciados por políticos sírios, leais ao governo de Bashar al-Assad.

Fares Shehabi, deputado do parlamento regional de Alepo, usou a rede twitter para condenar o que chamou do "recente massacre pela liberdade da Nato". Acusa a coligação de ter causado "140 mortos e 250 feridos na vila de al-Mansoura, perto de Raqqa, depois de ter atingido um abrigo de 500 refugiados".