Um ataque do exército sírio na província de Idlib, na Síria, causou esta terça-feira a morte a 20 pessoas, na sequência da intensificação da ofensiva sobre a oposição, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

De acordo com o observatório, três professores e uma estudante morreram na sequência do embate de vários projéteis contra escolas na cidade de Idlib, capital da província homónima no noroesta da Síria, que representa o último bastião da oposição contra o regime de Bashar al-Assad.

De acordo com a agência Efe, dois cidadãos também perderam a vida em bombardeamentos do exército sírio contra bairros residenciais da cidade, de acordo com o OSDH, organização não-governamental (ONG) com sede no Reino Unido.

Segundo a organização, outras dez pessoas, entre as quais seis crianças, morreram na sequência de bombardeamentos da aviação contra a localidade de Maarat Misrin.

Em Binish, outra localidade da província de Idlib, também faleceram três pessoas, entre as quais uma mãe e o seu filho, em ataques de aviação aérea.

O OSDH advertiu que o número de vítimas pode aumentar devido às dezenas de feridos, entre os quais alguns em estado grave.

As tropas sírias têm levado a cabo, desde abril de 2019, uma ofensiva para recuperar o controlo da província de Idlib, praticamente dominada pela aliança islamita Organismo de Libertação do Levante, que inclui a ex-filial síria da Al-Qaeda.

Segundo a agência Efe, a violência intensificou-se nas últimas semanas e houve confrontos diretos entre as tropas sírias e as turcas, deslocadas na Síria para supervisionar a implementação de um acordo adotado em 2018 com a Rússia para estabelecer uma zona desmilitarizada à volta de Idlib.

A Turquia defende os grupos armados opositores e a Rússia apoia o regime de Damasco e participa no conflito com assessores militares, tropas e aviões de guerra.

Desde dezembro, os ataques e os combates levaram 900 mil pessoas a abandonar as suas casas, na pior onda de fugas desde o início da guerra na Síria, em 2011, de acordo com as Nações Unidas.

/ RL