Eram bebés ou demasiado novos quando, em 2001, perderam os pais que morreram em serviço durante o 11 de Setembro. Dezoito anos depois estão prestes a tornar-se bombeiros de Nova Iorque.

Do curso de finalistas, cuja cerimónia está marcada para o próximo dia 24, fazem parte 13 filhos de pais bombeiros ou polícias, que perderam a vida a salvar a de outros.

São 12 homens e uma mulher, alguns irmãos, com idades entre os 25 e os 31, que fazem da próxima geração de bombeiros de Nova Iorque aquela que honra em maior número os que morreram em serviço no 11 de Setembro, mas também os que acabaram por morrer na sequência de doenças ligadas ao ataque terrorista e ao colapso das torres gémeas, que deixou a cidade à mercê de pós tóxicos.

Os futuros bombeiros estão impedidos de falar publicamente até à graduação, mas as suas identidades são já conhecidas, bem como a dedicação que revelam já.

"A bravura corre nestas famílias extraordinárias, que tanto se sacrificaram pela nossa cidade. Estou orgulhoso do compromisso que estes recrutas já demonstram e ansioso para comemorar com eles", disse o comissário dos bombeiros de Nova Iorque, Daniel A. Nigro, ao tabloide norte-americano New York Post, que divulgou a história.

"É um grande tributo aos seus pais. É muito inspirador saber que seguiram as pisadas dos pais", acrescentou o presidente do sindicato dos bombeiros de Nova Iorque, Gerard Fitzgerald.

Os ataques terroristas de 11 de Setembro de 2001 causaram quase 3.000 mortos e mais de 6.000 feridos.