O bombista de Manchester telefonou à mãe horas antes do ataque no final do concerto de Ariana Grande, na segunda-feira, em que morreram 22 pessoas e dezenas ficaram feridas.

"Perdoa-me" terão sido as últimas palavras de Salman Abedi, segundo informações da polícia contra-terrorismo da Líbia, divulgadas nesta quinta-feira.

Hoje soube-se também, de acordo com a agência Reuters, que cita fonte oficial turca, que o bombista passou pela Turquia quando seguia para o Reino Unido.

Há registos de que ele viajou primeiro para a Europa, depois para um terceiro país, daí para Istambul e depois novamente para a Europa." 

De acordo com as informações obtidas, a Turquia não recebeu qualquer alerta sobre Salman Abedi e, por isso, o jovem, que passou por Istambul, não foi impedido de viajar para a Europa. Recorde-se que as autoridades britânicas disseram que o alegado bombista de Manchester já estava referenciado.

Ainda segundo estes oficiais, a Turquia não tem registos de que Salman Abedi tenha entrado ou saído da Síria.

Ele não esteve muito tempo na Turquia e não entrou ou saiu da Síria durante as suas viagens, não há informações sobre isto nos registos." 

Esta quinta-feira a Sky News avançou que Salman Abedi esteve na Alemanha quatro dias antes de se fazer explodir às portas da arena de Manchester. A televisão britânica citou os serviços secretos alemães. 

O correspondente da Sky News na Alemanha, Martin Brunt, indicou que não há nenhuma pista sobre quanto tempo o jovem esteve no país.

[Os serviços secretos acreditam] que ele partiu de Manchester e voou de volta de Dusseldorf para Manchester. Parece que não estava na lista internacional de vigilância sobre terrorismo e, por isso, teve livre trânsito para ir e vir, aparentemente em toda a Europa".

Esta notícia vem publicada na revista Focus da Alemanha, muito conhecida por ter "boas fontes" nos serviços secretos germânicos. 

A polícia de Manchester confirmou, na quarta-feira, que as autoridades estão a investigar uma “rede" terrorista.

As autoridades têm oito pessoas sob custódia polical no âmbito da investigação. Uma mulher que também tinha sido detida acabou por ser libertada. A polícia indicou que as detenções realizadas são "relevantes" uma vez que ajudaram a descobrir elementos "muito importantes para a investigação".