O príncipe Philip, marido da rainha Isabel II, morreu esta sexta-feira aos 99 anos. Numa reação à BBC, o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, disse que recebeu a notícia "com enorme tristeza".

Ele foi o consorte mais antigo da história, um dos últimos sobreviventes que serviu o país durante a Segunda Guerra Mundial, eles foi mencionado em despachos pela sua bravura", disse Boris Johnson. 

O primeiro-ministro britânico referiu ainda que o duque de Edimburgo conquistou o carinho de todas as gerações do Reino Unido, da toda a comunidade e do mundo. 

Já numa declaração no exterior da residência oficial de Downing Street, Boris Johnson destacou a dedicação à Rainha e à monarquia.

Ele adotou uma ética de serviço que aplicou ao longo das mudanças sem precedentes do pós-guerra e, como o condutor exímio de carruagens que era, ajudou a guiar a família real e a monarquia”, afirmou.

 

É em Sua Majestade e na família que os pensamentos da nossa nação devem voltar-se hoje, porque eles perderam não apenas uma figura pública muito amada e altamente respeitada, mas um marido dedicado e um pai orgulhoso e amoroso, avô, e nos últimos anos, bisavô”, acrescentou.

 

Keir Starmer: "O casamento deles tem sido um símbolo de força, estabilidade e esperança"

Também Keir Starmer, líder do Partido Trabalhista, principal força da oposição, prestou a devida homenagem e destacou a “devoção à Rainha”

Durante mais de sete décadas, ele esteve ao lado dela. O casamento deles tem sido um símbolo de força, estabilidade e esperança, mesmo enquanto o mundo ao redor deles mudou - mais recentemente durante a pandemia. Foi uma parceria que inspirou milhões no Reino Unido e além”, disse, num comunicado.

 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula Von der Leyen, e a primeira-ministra da Escócia, Nicola Strugeon, também deixaram algumas palavras à Família Real Britânica.

As Forças Armadas do Canadá também deixaram as suas condolências. 

Cláudia Évora