O candidato do Partido Social Liberal (PSL) à Presidência da República do Brasil, Jair Bolsonaro, foi dos primeiros candidatos a exercer o dever de voto, este domingo, para as eleições que o podem eleger presidente. É disso mesmo que está convicto: depois de votar, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro foi questionado pelos jornalistas sobre a possibilidade de vencer já no primeiro turno.

Acaba hoje”, respondeu.

 

Tivemos o apoio de setores importantes da sociedade. Empresários, comerciantes, lideranças evangélicas, pessoas de bem do Brasil que querem se afastar do socialismo e não querem flirtar com o regime da Venezuela. Gente que quer uma economia liberal, com menos Estado, que quer defender os valores familiares. Isso tem acordado às pessoas que o Brasil não pode continuar no rumo do socialismo e não queremos amanhã que o Brasil seja uma Venezuela", acrescentou Bolsonaro, depois de votar, acompanhado do filho, Flávio Bolsonaro, candidato ao Senado pelo Rio de Janeiro.

As sondagens divulgadas este sábado, colocam Jair Bolsonaro em primeiro lugar, com 41% (Ibope) e 40% (Datafolha) dos votos válidos.

Haddad acusa Bolsonaro de se “esconder dos debates”

O candidato do Partido dos Trabalhadores (PT), Fernando Haddad, também votou logo pela manhã, num bairro da zona sul de São Paulo.

Aos jornalistas, depois de votar, Haddad acusou Bolsonaro de ter evitado debates televisivos com os adversários na reta final deste primeiro turno. Uma ausência que o militar reformado justificou com ordem médica, depois do atentado que sofreu durante um ato eleitoral.

Ele [Bolsonaro] tem muita dificuldade de debater. Teria muita dificuldade em debater no segundo turno. Não tem equipe, não tem projeto", declarou Haddad.

O candidato do PT diz-se “muito esperançoso” com a ida a “um segundo turno muito mais civilizado do que tivemos no primeiro".

Ciro Gomes faz último apelo ao voto

O candidato do Partido Democrático Trabalhista (PDT), Ciro Gomes, votou em Fortaleza, acompanhado da neta Maria Clara.

No fim, respondendo aos jornalistas, sobre as possibilidades para o segundo turno e sobre qual candidato apoiaria, Ciro Gomes respondeu com uma pergunta: "Como é que eu posso apoiar o Haddad se eu é que vou estar lá?".

Ciro Gomes não perdeu também a oportunidade de atacar Jair Bolsonaro: "Os arrogantes e despreparados sempre se revelam nas horas de maior emoção, e quando uma pessoa já no dia da eleição se afirma vitoriosa, é porque dispensa o voto das pessoas”.

Eu quero o voto e peço com humildade de cada brasileiro e de cada brasileira para ter uma chance de representar os brasileiros decentes, equilibrados, os brasileiros que detestam a intolerância, que detestam a falta de respeito às mulheres, aos negros, ao quilombolas, os indígenas, ao meio ambiente, e eu quero, portanto, unir o Brasil", disse.

Marina: “Brasil vive grave crise política”

A candidata da Rede, Marina Silva, votou em Rio Branco, no Acre.

Marina disse que a polarização entre os eleitores de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT), primeiro e segundo lugares nas sondagens, não é uma boa alternativa para a sociedade.

O Brasil vive hoje uma grave crise política, econômica, crise social e uma crise profunda de valores. Os dois partidos que hoje estão fazendo a polarização não são uma alternativa para a sociedade brasileira. Não fomos pelo caminho tentador das promessas mirabolantes e muito menos de fazer o discurso fácil, de desconstrução e violência. A nossa campanha foi uma campanha de primeiro turno para oferecer a segunda face", disse, afirmando ter feito “uma campanha limpa”.

Alckmin cauteloso

 

Geraldo Alckmin, candidato do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) votou em São Paulo. Alkmin aparece em quarto lugar nas sondagens do Ibope e Datafolha e afirma estar confiante de ir à segunda volta.

[A expectativa] é muito boa. Vamos aguardar. Eleição é em dois turnos. Nós estávamos embolados no terceiro lugar. Vamos aguardar agora o resultado", afirmou.