Jair Bolsonaro e Fernando Haddad vão discutir a 2.ª ronda das eleições presidenciais brasileiras a 28 de outubro, mas tal como na campanha para a 1.ª ronda, o candidato da extrema-direita não irá fazer campanha por causa do ataque que sofreu a 6 de setembro.

A garantia foi dada pelos médicos de Bolsonaro, o cirurgião Luiz Macedo e o cardiologista Leandro Echenique, esta quarta-feira à porta de casa do candidato: "Por enquanto ele não tem alta para eventos de campanha. Não sei a respeito do debate, mas sei que na quinta-feira [dia 18] ele estará connosco no [Hospital Albert] Einstein".

Simultaneamente, Fernando Haddad dava uma conferência de imprensa e salientou que se for preciso irá até à "enfermaria" para debater com Bolsonaro: "Vou até à enfermaria fazer o debate porque nós temos que passar a limpo muita coisa."

O candidato do PT referiu que as "fake news" são um dos temas que pretende discutir com Bolsonaro.

Os brasileiros precisam de saber a verdade sobre as coisas. Se há fake news, vamos tratar isso como adultos. Eu não tenho problema em tratar nenhum tema, mas vamos tratar de forma adulta e não a fazer criancice na internet contando com a boa-fé das pessoas. Muita gente acredita no que recebe no WhatsApp e no WhatsApp não há contraditório, num debate há. Porque, se houver debate, vão ter de lhe fazer perguntas. Não há dez candidatos. Há dois. Não há como se acobardar num debate."

Um dos problemas apresentados pelos médicos para a não presença de Bolsonaro em eventos está relacionado com o stress. Haddad diz que não tem como objetivo causar stress ao rival.

Não o vou stressar. Vou falar da forma mais calma possível. Vou falar docemente. Não altero a voz. Nem olho para ele se ele ficar com muito receio. Faço o que ele quiser para ele dizer o que pensa e debater o país. Com assistência médica, numa enfermaria, em qualquer ambiente."

Após estas declarações, Bolsonaro respondeu no Twitter: "Calma que sua hora vai chegar, marmita de corrupto preso".