Técnicos do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), órgão da Justiça brasileira que fiscaliza as eleições, detetaram indícios de irregularidades na prestação de contas da campanha do Presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Os apontamentos constam de uma análise preliminar divulgada na noite de segunda-feira, na qual os técnicos pediram ao juiz Luís Roberto Barroso - que analisa as contas da candidatura de Bolsonaro -, um prazo de três dias para que a sua equipa encaminhe documentos e esclarecimentos sobre as dúvidas levantadas.

Ao efetuar o exame das manifestações e da documentação entregues pelo candidato [Bolsonaro], em atendimento à legislação eleitoral, foram observadas inconsistências ou registos na prestação de contas (...) para os quais se solicitam esclarecimentos e encaminhamento de documentação comprobatória", refere o parecer dos técnicos do TSE.

As irregularidades na prestação de contas da candidatura de Bolsonaro, eleito Presidente do Brasil no dia 28 de outubro, dizem respeito a supostos indícios de doação de fonte vedada, uso de recursos de origem não identificada e ausência de informação de gastos.

No Brasil, todos os candidatos são obrigados comprovar os recursos arrecadados e as despesas de campanha.

A denominada "diplomação" de Bolsonaro, ato que indica que a justiça eleitoral brasileira atesta que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo, está marcada para 10 de dezembro, na sede do TSE, em Brasília.

Para receber o diploma e depois tomar posse no dia 01 de janeiro de 2019, Bolsonaro precisa ter o registo de candidatura deferido e as contas de campanha julgadas, mesmo que as mesmas não tenham sido aprovadas.