Uma auxiliar de saúde brasileira encontrou a irmã biológica 20 anos depois de ter sido adotada, graças a um utente de quem tinha cuidado no hospital onde trabalhou.

Em 2017, Luciana Sestari, hoje com 36 anos, estava a tirar um curso de técnica de enfermagem e acabou por estagiar no hospital da região Cachoeira Paulista, em São Paulo, na especialidade de cirurgia. Tinha como função auxiliar as pessoas que iriam ser operadas, ou que estavam a recuperar de uma cirurgia, a alimentar-se e na higiene pessoal.

Nessa altura, um dos seus utentes, que tinha sido operado a uma perna por ter fraturado o fémur, olhou para Luciana e disse-lhe que ela era muito parecida com a filha dele. Luciana não deu importância ao reparo mas, a partir desse dia, aquele doente não quis receber assistência de mais nenhum enfermeiro e diariamente falava das semelhanças entre Luciana e a filha dele.

Foi a insistência deste homem que acabou por gerar alguma curiosidade a Luciana, que lhe começou a fazer perguntas acerca da história de vida dessa filha. Foi aqui que descobriu que ela também tinha sido adotada e as coincidências começaram a surgir.

O idoso e a esposa frequentavam um restaurante na zona de Cachoeira Paulista, no qual tiveram conhecimento de que uma das funcionárias não tinha condições para cuidar das duas filhas e, inclusivamente, já tinha entregue uma delas para adoção. Na altura, o casal disse que poderia ficar com a outra menina. Essa funcionária era a mãe de Luciana e Lucilene.

Quando ouvi a história, parei tudo o que estava a fazer e perguntei onde era o restaurante. Ele disse-me que não devia conhecer, mas que ficava em Cachoeira Paulista. Perguntei se o restaurante se chamava Amarelinho, confirmou. Perguntei se a mulher que lhe deu a menina se chamava Edna. Disse-me que sim. Foi quando eu disse que essa menina era a minha irmã”, contou Luciana ao canal brasileiro Ter.a.pia.  

Luciana decidiu esperar que o utente recuperasse da cirurgia para poder ter alta hospitalar e, assim, poder ir com ele, finalmente, conhecer a irmã que não via, nem tinha notícias, há 20 anos. Assim foi.

Eu vi-me nela quando olhei para ela. Temos características muito semelhantes: o modo de falar, o sorriso e os mesmos gostos. Abraçamo-nos. Foi muito emocionante", contou.

Desde então que Luciana e Lucilene se tornaram inseparáveis e fazem de tudo para compensar as duas décadas em que estiveram separadas.