A polícia do Rio de Janeiro está a investigar o eventual envolvimento de Carlos Bolsonaro, um dos filho do presidente brasileiro, no assassinato da vereadora Marielle Franco.

Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram mortos a tiro a 14 de março do ano passado, mas a investigação às circunstâncias do crime continua em aberto. E de acordo com o conhecido jornalista brasileiro Kennedy Alencar a polícia do Rio de Janeiro explora uma nova pista.

Alencar escreveu no seu bloque que a polícia quer saber mais sobre um alegado clima de hostilidade entre Carlos Bolsonaro e Marielle Franco, bem como os detalhes de uma alegada discussão pública entre os dois na Câmara Municipal. 

Quem não gostou de ver o nome do filho envolvido no caso foi Jair Bolsonaro, que respondeu à notícia num dos seus habituais comentários através do Facebook. O presidente brasileiro fala em perseguição.

Tentam desviar a atenção de coisas mais graves para colocar em cima de mim", criticou Jair Bolsonaro.

A vereadora Marielle Franco, negra, homossexual e de uma favela, destacou-se pelo trabalho como defensora dos direitos humanos, e pelas suas denúncias contra a violência policial no Rio de Janeiro.

As investigações à sua morte decorrem há 20 meses.

Dois suspeitos foram detidos: Ronnie Lessa e Élcio de Queiroz.

Em outubro, o empresário e político Domingos Brazão foi apontado como mentor do duplo homicídio pela Procuradoria-Geral da Repúbica brasileira. 

Mas no ar continuam dúvidas sobre se este caso tem ramificações mais profundas.