Um assessor do Presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, foi indiciado pela Polícia Legislativa do Senado brasileiro por ter feito um gesto com conotação racista numa sessão parlamentar, noticiou na terça-feira a imprensa local.

A investigação concluiu que o assessor especial da Presidência do Brasil para assuntos internacionais, Filipe Martins, fez um gesto associado a supremacistas brancos durante uma sessão parlamentar no Senado, em março último, numa expressão vinculada ao movimento racista de extrema-direita com atuação mundial, sobretudo nos Estados Unidos.

O gesto com forma arredondada entre o indicador e o polegar, também amplamente usado como representação de "OK", foi classificado como "uma verdadeira expressão da supremacia branca" pela Liga Antidifamação (ADL, na sigla em inglês), organização norte-americana que monitoriza crimes de ódio.

Na investigação, a Polícia Legislativa fez um levantamento de imagens, documentos e recolheram depoimentos de funcionários públicos e do próprio assessor, que alegou estar apenas a ajustar o fato e que o gesto não teve qualquer intenção política.

Filipe Martins foi indiciado com base numa lei que impõe pena de reclusão de um a três anos e multa para quem “praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional”.

O caso será agora encaminhado para o Ministério Público do Distrito Federal, que irá decidir sobre o arquivamento ou apresentação de acusação contra Filipe Martins.

O assessor pertence à chamada ala ideológica do Governo e é muito próximo dos filhos de Jair Bolsonaro.

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